segunda-feira, 22 de maio de 2017

Temer cai ou fica? País em suspense até 4ª feira


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Passada a régua nos últimos acontecimentos, o pior de tudo é que, a esta altura do campeonato, não há solução à vista. Nenhuma alternativa já apresentada será capaz de pacificar o país.
Com ou sem Temer, com eleições diretas ou indiretas, continuaremos divididos, e a crise econômica ficará do mesmo tamanho, com tendência a piorar ainda mais.
Está tudo embrulhado num pacote só, que será aberto nesta quarta-feira decisiva para o destino de Michel Temer e de seu cambaleante governo _ e o de todos nós, por suposto.
O que o presidente mais almeja no momento é ganhar tempo para manter o foro privilegiado e não ter o mesmo destino do seu parceiro Eduardo Cunha.
Daqui a 48 horas, o plenário do Supremo Tribunal Federal decidirá se vai atender ao pedido de Temer para suspender o inquérito que investiga o presidente da República por crimes de obstrução da Justiça, corrupção passiva e organização criminosa.
É desta decisão que vai depender a posição a ser adotada pelo PSDB pós-Aécio, o principal aliado do presidente, junto com seus satélites DEM e PPS, que subiram no muro neste final de semana e estão mais perdidos do que cego em tiroteio.
As bases de sustentação de Temer no Congresso, na mídia e no mercado estão todas divididas no rumo a seguir depois do redemoinho político provocado pelas delações da JBS na última quarta-feira.
Seis dias depois, continua tudo de pernas para o ar, com o país mais uma vez em suspense à espera de uma decisão do Judiciário.
No domingo, fracassaram tanto o jantar de apoio ao presidente Temer no Palácio da Alvorada, para mostrar sua força parlamentar, como as manifestações de protesto por "Diretas Já" organizadas em 16 capitais.
Na mesma Quarta-Feira Gorda em Brasília, a Ordem dos Advogados do Brasil deve protocolar o pedido de impeachment de Temer por crime de responsabilidade aprovado no domingo.
Do lado de fora dos tribunais, plenários e gabinetes, centrais sindicais e movimentos populares pretendem reunir no mesmo dia 100 mil manifestantes na "Marcha a Brasília" para pedir a antecipação de eleições diretas.
"Não renuncio; se quiser me derrubem", anunciou Temer em entrevista publicada pela Folha nesta segunda-feira, em que diz ter sido "ingênuo" ao receber Joesley Batista no Palácio do Jaburu, "sem saber que ele estava sendo investigado".
Ao contrário do que aconteceu no impeachment de Dilma, ninguém planejou a derrubada de Temer. Se cair, será por suas próprias pernas, mas isso já não depende mais só dele.
Tudo aponta no momento para uma interminável batalha no STF, com um presidente sub-judice até o final do seu mandato, se conseguir chegar até lá, ou a eleição indireta de um sucessor pelo Congresso Nacional.
Só o que poderá alterar este cenário será o julgamento da chapa Dilma-Temer marcado para o dia 6 de junho no Tribunal Superior Eleitoral, sob o comando do ministro Gilmar Mendes, um aliado do governo.
As delações da Odebrecht, e agora também da JBS, corroboram a acusação de abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2014, que ainda não terminou.
Até as próximas eleições presidenciais, previstas para outubro do ano que vem, temos uma eternidade pela frente.
Como chegaremos lá?
Vida que segue.
Por: 
blog Balaio do Kotscho

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